...sem engasgos no coração.
O vício nele ainda persiste. Mesmo sabendo que já passou a hora de parar.
É caso já traumático. Ficar se perguntando "por que aconteceu assim"?
O destino me pregou mais uma peça. E é estranho saber que na verdade eu já sabia. Ou pelo menos já sentia.
Trágico por hora.
Porque até então o tempo só tem me recompensado com uma paz imensa, que há muito não sentia. Mas e o par?
Talvez seja besteira. E começo a pensar assim, porque talvez não esteja no meu script. Apesar de ainda sentir o contrário, o pessimismo começa a querer me invadir. E por que não?
Tá bem, você traiu os meus sentimentos, e talvez até mesmo os seus. Covarde você sempre foi, e eu sempre soube, mas insisti em te adorar mesmo assim. Erro meu. E hoje vou dando um ponto por dia na ferida que ainda não me cicatrizou. Você sempre me machucou. E pela tendência ao sadomasoquismo, eu me deixei ferir. Hoje vou me recompondo, costurando os pedaços que você tirou de mim.
Não guarde-os para você. E nem tente costura-los na outra mulher. O coração é o que vale, o resto é só imagem.
Disse para mim que não mais nessa vida. Mas na outra peço para nem te encontrar. Amor assim não quero. E do que foi carrego mágoa, que ainda me entope o peito, ocupando o espaço que já deveria estar alugado.
Suma dos meus pensamentos. Suma da existência que ainda me cerca.
Você é a história mais infeliz que até hoje eu escrevi para mim. E que por anos, ainda tento chegar ao fim.
Monday, August 11, 2008
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