Friday, April 2, 2010

Um choro para extravasar o medo..

Não tá fácil administrar.

Largar a carreira na propaganda e partir para uma nova está realmente pirando a minha cabeça.
Estou em crise.
Crise profissional, crise de identidade, crise amorosa, crise da vida.

Até onde será que vai isso? Preciso daquela luz gigante que me dê um sinal de qual caminho optar.

Barcelona está na minha cabeça há 3 anos, e até hoje não consegui tirar. Há 3 anos planejo ir embora, e há 3 anos ainda estou aqui planejando. Qual o meu problema? O mais comum de todos: passaporte europeu e dinheiro. Já juntei um monte, já viajei de novo pra lá, já comprei também o carro que quis, desfrutei, e agora tudo passou e o que fica ainda é a vontade imensa de fugir. Partir pro novo, reciclar tudo de novo, defrontar meus medos, redescobrir meus valores e fazer acontecer.

Minha carreira na propaganda, apesar de ter me dado bons frutos (amigos e dinheiro) já não me sacia mais. E já não tenho mais forças para seguir com o que não é mais novo para mim. E isso já aprendi que faz parte do meu ser. As constantes mudanças, as quebras de rotinas, tudo isso me deixa mais viva, e eu preciso disso sempre para me impulsionar a fazer algo novo e mais feliz.

Minha carreira de direção de fotografia no cinema vai começar. E hoje já tenho a plena consciência de que não posso dizer que vou levar ela até o fim da minha vida. Porque minha vida tem me provado exatamente o contrário, que tudo é finito, tudo é etéreo. Assim como eu, você e nossa existência nesse planeta.

Mas é um momento. Um momento de seguir mais a intuição, buscar realmente o novo, testa-lo, fazer as coisas aconteceram da maneira como ando idealizando e me sujeitar às falhas e aos aprendizados que com certeza terei. Os sinais são diversos e eu só preciso enxerga-los de maneira coerente com os meus anseios.

Já sofri perdas, já ganhei méritos, e se cheguei aonde cheguei por enquanto foi porque me deixei sempre guiar pelos meus sextos sentidos, e pela minha intuição que nunca me falha. A idade vem chegando e a gente começa a querer racionalizar as idéias. Bota-las no papel, fazer gráficos de riscos, cálculos e projeções. Acho que ai que está meu erro. A vida não pode ser calculada. A vida tem que ser acreditada. E acreditando no que se quer, o caminho é mais fácil. Essa é a primeira vez que racionalizei tanto, e talvez por isso ainda esteja aqui, do outro lado do oceano sofrendo pela vida que ainda não tenho. Se ainda estou aqui, também é porque precisava estar. O mundo não gira só a nossa volta, e entendi que nesse tempo, o papel que eu tinha pra cumprir na família foi necessário para amenizar as perdas que tivemos.

Tudo parece muito complexo, sinto uma nuvem cinza sobre meus pensamentos, não me deixando enxergar os raios do sol. Mas acho que é só disso que eu preciso, coragem. Coragem pra mudar, coragem pra encarar a vida que venho planejando pra mim, coragem para abandonar amigos e familiares queridos por um tempo, mais coragem ainda para deixar de novo o meu cachorro e partir pro novo, inesperado, em busca de mais realizações e satisfações pessoais e intelectuais.

É hora de me mexer novamente e deixar a vida acontecer.

1 comment:

Chris Valias said...

BORAAAA!
vc bora pra cá,
eu bora prai.
minha hora de mudar tb chgeou,
pena que não coinscidiu com a sua.
pé em Deus e fé na tábua!