O mundo quer que eu cale a boca e não diga tudo o que penso e acho.
Mas eu não digo tudo o que eu penso e acho para os outros. Eu digo para mim.
Quando extravaso minhas angústias, mal-estares e opiniões, acredito que estou me prevenindo de um futuro câncer.
A era da liberdade de expressão é apenas uma ilusão.
As pessoas não querem ouvir reclamações, indignações, palpites, sugestões ou críticas.
Só querem escutar o que lhes cai bem.
E por mais que você sinta-se livre para falar, peça permissão e aja corretamente, dependendo do teor da sua conversa você pode ser friamente castigado. Que ao meu ver tem um famoso nome: CENSURA.
Vejo que a censura hoje em dia não se dá apenas tirando-se o direito da palavra ao próximo.
Se dá de diversas formas. Uma delas e a mais famosa hoje em dia é excluir a pessoa de alguma maneira que ela não possa mais interferir nas suas decisões e opiniões.
Fui censurada.
E a pior censura é aquela que não se dá no olho no olho. É aquela que vem cravada nas suas costas.
A falta de ética na comunicação. Falar uma coisa e depois dizer outra. Pior que isso, mal-entender o que o outro diz e usar isso como argumento para a censura.
Em tempos de avanços tecnológicos creio que a tendência das pessoas usarem máscaras, avatares, falaram uma coisa pessoalmente e depois agirem de outra maneira usando algum recurso tecnológico para evitar o olho no olho, está cada vez maior.
Não é irônico isso?
Será que estamos mesmo evoluindo como seres humanos ou estamos apenas nos escondendo por detrás das máquinas?
Frustrante.
Wednesday, August 4, 2010
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